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Infortúnio sem lógica...

Author: Vicky D. / Etiquetas:

O que fazer quando o mundo te vira as costas? “Vira as costas ao mundo.” Na sociedade de hoje, não é fácil de se fazer. Não é como na selva em que a lei do mais forte e a do adapta-te para sobreviver são implícitas. Os humanos estão presos nas possibilidades que têm, estão agarrados à sociedade. Talvez a solução fosse tentar fugir para a selva, para um ambiente deserto, para um local sem humanidade. Mas para quê? No final acabava por se criar mais uma aglomerado de gente.¬ Gente esta que voltaria a prender-se em valores, ideais, regras, lógicas. Alguns superam as dificuldades, os obstáculos que lhes aparecem à frente, outros tentam e falham, outros nem se mexem. O que fazer quando os esforços não dão em nada? O que acontece quando se dá tudo, se dá o máximo, mas o resultado não chega ao nível esperado? Como superar? Não se sabe. A forma como cada “vira as costas ao mundo” depende de cada um. Acontece que uns apenas estão presos ao que lhes foi afastado, outros estão presos a mais. São vários os determinantes para as escolhas do futuro. Tanto que uns conseguem fazê-las, outros não. Uns estão presos à família, outros ao dinheiro, outros aos amores, outros ao trabalho, outros às emoções, outros basicamente a nada. E depois aqueles que estão presos aos objectivos, e que não descansam sem os atingirem, que não têm limites para lhes chegar. Costumam chamar-lhes os fortes. Como que a entender que aqueles que estão presos à sociedade, não têm identidade própria, são fracos. Fazem o que lhes é suposto fazer. Mas não é propriamente assim. Esses estão agarrados por pressupostos, por ideais e formas de agir e pensar que os forçam a não fugir ao real. Pode-se dizer que estão presos à realidade. E assim também dizer que os que são considerados fortes fogem à realidade e lutam contra ela. Mas não significa que não vivam nela. Pois aqueles que não vivem na realidade, formam lógicas diferentes e acabam por ser os que passam despercebidos e são considerados indiferentes ao que os rodeia e são indiferentes aos que os rodeia. Assim o que fazer quando o mundo te vira as costas e os esforços não dão em nada? Vive num mundo criado por ti sendo indiferente ao que se passa à tua volta, ilógico e irracional.

Inspiração...

Author: Vicky D. / Etiquetas:

A vida é uma corrida de obstáculos.

A meta é a felicidade conjunta com os objectivos que cada um tem.

Para se chegar à meta tem de se ultrapassar os obstáculos.

Se caíres num, ficas por aí.

Se tropeçares num, ele cair mas prosseguires, mais tarde terás consequências.

Se te desviares dele, indo à volta, és desclassificado, apanhando logo com as consequências.

Se ultrapassares todos correctamente, chegas à meta com benefícios.

Por isso sempre que te aparecerem obstáculos, ultrapassa-os dando-lhes a volta por cima!

Verás que no final serás recompensado.

Preciso de ti

Author: Vicky D. / Etiquetas:

Estou sentada no meu muro. Lembras-te das tantas vezes que te disse “Estou no bronze a ler”? Era neste lugar. Quando o Sol aparece, pego num livro e subo para aqui para ler. Seja Inverno ou Verão, faça frio ou calor. Basta o Sol brilhar! Perguntavas sempre que livro estava a ler, tendo a certeza de que não o conhecias, pois só lês Banda Desenhada... Eras querido, eras fofo, eras o melhor que tinha... Hoje o Sol brilha. Mas hoje é diferente. Hoje decidi deixar de parte o livro. Hoje em que estão trinta e tal graus e um calor insuportável. Hoje em que só de vez em quando aparece uma brisa que me refresca. Hoje em que não te tenho. Hoje... peguei num bloco e num lápis.

Sinto a tua falta. Sinto-me como um livro inacabado. Sinto como se fosse este bloco que tenho nas mãos cheio de folhas brancas à espera de serem escritas. Sinto-me como um jarro vazio sem flores que o alegrem. Preciso de ti. Detesto ter de admiti-lo, mas preciso. Preciso do teu apoio, das tuas palavras, do teu ser. Permaneces sempre nos meus pensamentos, mesmo que eu não queira. Quando dou por mim lá estás tu. Acordo a pensar em ti, deito-me a pensar em ti, faço tudo a pensar em ti. Olho para o visor do telemóvel várias vezes ao dia. Espero que apareça lá o teu nome escrito. Mas passam dias e dias e nada aparece. Já perdi a conta a quantos meses passaram. Sabes que este mês fazia um ano em que começámos a falar um com o outro? Conhecemo-nos em Maio, mas só começámos a falar nas férias. Estávamos em locais distantes, mas juntos. De manhã à noite. Sempre a falar sobre o que gostávamos, o que fazíamos, o que nos tornava “irmãos”. Eu era uma base para ti e tu eras uma base para mim. Pelo menos eu achava isso. Talvez fosse ilusão ou talvez não. Se não era ilusão o erro foi todo meu. Disseste aquilo talvez por ser novidade e estares cheio de alegria. Mas eu choquei-me. E esse choque talvez me tenha levado a julgar tudo mal. Infelizmente, e tenho de admiti-lo, arrependo-me de ter seguido o rumo que segui. Acredito que a indiferença não te foi indiferente e que estraguei tudo com isso. Afastei-te! Agora vejo isso. A culpa foi minha... só pode! Senão para quê tantas desculpas? Para quê desaparecer? Para eu ficar vazia? Se for isso está a resultar... Porquê? Porque hoje estou sentada no meu muro, com o Sol a brilhar, com um bloco e um lápis, a escrever o quanto preciso de ti!

Avanço ou Recuo

Author: Vicky D. / Etiquetas:

Avançar, recuar. Todos fazem isso. Enquanto que uns avançam, outros recuam. Uns avançam para enfrentarem algo, para atingir um objectivo; outros recuam com medo do que pode vir a acontecer, de magoarem alguém ou eles próprios, ou simplesmente por terem medo de avançar. Talvez seja o que eu faço. Recuar. Não sou medrosa, quem me conhece sabe disso. Estou sempre pronta para o que vem aí, seja bom ou mau. Mas neste caso, recuo. Não por medo, mas para não me magoar, para não me iludir, para não ser usada. Sei que se avançar, o fim da situação será o uso da minha pessoa e uma ilusão na minha cabeça. Talvez não penses assim: "É apenas por diversão, não morre ninguém por isso!". Sim, talvez... Talvez tenhas razão. Mas palavras bonitas, carinhosas, encantadoras dirigidas a mim vindas de ti, não são reais, verdadeiras. São só um meio de avançar para atingir o objectivo. E mesmo sabendo o objectivo que pretendes atingir, elas podem criar uma imagem irreal do que és realmente. Avançaste há muito tempo atrás. Apesar da minha mente ser quase exactamente o que é hoje, ela tinha muito mais inocência. Abordaste a questão directamente, dou-te os parabéns por isso. Nem todos avançavam dessa maneira. E eu sem saber exactamente o que fazer, hesitei. Tinha vontade de avançar, mas recuei. Pensei naquela altura que seria o melhor a fazer, não me arrependo. Acredito que se arriscasse e avançasse, hoje era tudo diferente e eu estaria magoada. Também é verdade que podia não estar, até podia estar muito bem. Mas era pouco provável, podias querer avançar para mais, avançar para algo que eu não estava preparada.

Era tudo novo. Sempre gostei de experiências novas. Sempre avancei para elas. Mas no nosso caso, não. Não avancei, nem vou avançar. És como os outros que avançam para usar e descartar. Então eu recuo para não ser usada e descartada. Eu não procuro isto. É verdade que também não sei o que procuro, mas sei... Sei que procuro não ser magoada. Por isso é que em certas alturas avanço e noutras recuo.

Porque tudo é uma questão de Avanço ou Recuo.

Porque...

Author: Vicky D. / Etiquetas:

Porque é que o amor fica cá dentro com as pessoas erradas, e com as pessoas que deviam ser as certas foge a sete pés?!
Porque é que o meu coração escolhe aqueles que não me merecem e mal trata os pobres coitados que me vêm como algo especial?!
Porque é que me magoo ao ver a escolha do meu coração já conquistada por outra ou quando não se apercebe que existo?!
Porque é que às vezes me sinto usada por quem adoro ou faço uso de quem me adora?!
Porque é que a minha alma escolhe aqueles que o meu coração não quer só para esquecer os outros que ele escolheu mas que não me querem?! eu que não gosto de fazer uso das pessoas!!!!!!!!!
Porque é que não se pode ser feliz sem magoar alguém ou sem nos magoar-mos a nós próprios?!
Porque é que as desilusões chegam facilmente mas depois não se superam tão facilmente?!
Porque é que é difícil arranjar a pessoa certa sem problemas?!
Porque é que alguns não vêm o que está a frente dos olhos sem dificultar a vida deles próprios e dos outros?!
Porque é que é tão difícil dizer-se o que se sente?!
Porque é que me fazem sofrer ou sentir inútil ou de parte?!
Porque é que me iludo tão depressa como um relâmpago que atinge a Terra?!
Porque é que não consigo ter uma parte da vida normal?!
Porque é que maior parte dos sonhos não passam de ilusão?!
Porque é que o amor e o decorrer da vida são injustos?!
Porque é que queremos sempre dar justificação a tudo?!
Porque é que nem tudo tem explicação?!

Não sei...

Author: Vicky D. / Etiquetas:


Não sei...
Não sei o que sentes, o que sentias, o que sentirás. Mas não será o mesmo que eu, pelo menos de agora adiante. No inicio, senti amizade, carinho, amor de irmã. Talvez tenhas sentido o mesmo, talvez ainda sintas, ou talvez não. Porque não sei, não sei de ti, não sei se estás vivo ou se estás morto. Não sei nada… O sentimento começou a evoluir, foi o meu erro, mas apercebi-me dele cedo, fui forte e expeli-o. Optei por continuar a sentir o que sentia no inicio, não mais que isso e assim foi. Fui amiga, confidente, irmã! Acho que fui isso, não sei, para ti podia ser apenas uma no meio de muitas. Para ti, por mais doces as palavras que dirigias fossem, podia não ser nada. Não sei se sentias o que dizias, não sei se era verdade o que afirmavas, não sei. Para mim foste amigo, confidente, irmão! Não sei se tivesse continuado fosses mais, não sei se os acontecimentos fossem diferentes chegasses a ser mais, talvez sim, talvez não. Não sei… Não sei se os lugares fossem outros, a altura fosse outra, as idades fossem outras, talvez tudo fosse diferente. Não sei, não sei porque não prevejo o futuro e não regresso ao passado. Vivo o presente, sem capacidade para fazer nada em relação ao que acontece, não sei. Talvez até tenha poder para mudar certos acontecimentos, certas decisões, mas não sei. Não sei se decidir voltar ao que era, as coisas mudem. Talvez mudem, talvez não… Mas ficarei sem saber, porque mudei. Mudei desde aquela altura, desde aquele acontecimento em que me chocaste. Não sei se seria melhor se me tivesses deixado na ignorância, não sei se seria melhor se antes me tivesses contado mais pormenores, não sei. Sei que contaste, contaste da pior maneira, assim do nada, chocaste e mudei por isso! Para quê ser confidente e amiga? Não sei… Não sei, porque não sei o que sentiste ao dizer aquilo. Talvez felicidade? Não sei... Não sei o que querias ao dizer aquela frase, não sei! Estava distante, não sei. Sempre estive distante, aproximei-me o mais que pude. Mas havia factores que impediam mais aproximação. Não sei se insistisse para mudar alguns, mudasse alguma coisa. Não sei, agora nem vou saber. Foste a única pessoa que permiti que me conhecesse, como eu sou. Sabias mais que os melhores! Mas agora, não sei... Não sei se foi um erro. Não sei e nem vou saber… Afastaste-te, afastei-me! Não sei quem foi o primeiro, talvez tu, talvez eu, não sei. Apenas nos afastamos… Hoje sinto um vazio, não sei se por tua falta, não sei se por falta das tuas palavras. Não sei se será apenas porque ainda não encontrei o que procuro. Mas… também não sei o que procuro! Talvez um dia encontre e saiba o que é, talvez não. Não sei o que fazer, não sei o que dizer. Não sei para onde hei-de ir, não sei onde hei-de ficar. Não sei o que ler, não sei o que ver. Não sei porque me mudaste! Não sei porque me voltaste a mudar! Não sei porque me iludi. Gostava de saber o porquê de ter sido assim, mas não sei. Gostava de saber o que sentes, mas não sei. Gostava de saber onde andas, mas não sei. Gostava de saber porquê a omissão, mas não sei. Não sei, mas neste momento também não quero saber. Talvez um dia volte a mudar e queira saber. Talvez sim, talvez não… Mas sinceramente espero que não, tornei-me forte, sabes? Não, não sabes! Não estás aqui para saber! Tornei-me forte, enfrento perigos mais facilmente, arrisco mais. Sabes o que sinto por ti agora? Indiferença, sim é isso que sinto! Indiferença, esquecimento, já não preciso de ti. Sou forte! Porquê? Não sei, simplesmente não sei…

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